terça-feira, 30 de junho de 2015

Por que alguns sonhos não se realizam?

Desejar que nossos sonhos se realizem é normal. Acontece que, como falhos seres humanos, podemos errar ao sonhar (o que é muito comum também).

Imagem: internet
Imagem: internet
Geralmente, um sonhador para pra pensar nos sonhos que tem. Deitado na grama, “viajando” no céu, nas cores, no formato das nuvens e no movimento delas, ele sonha, sonha e sonha. Essa atmosfera traz à tona um turbilhão de pensamentos e sentimentos e, de repente, nos pegamos numa intensa vontade de realizar esses sonhos.
Às vezes, nos esforçamos para retirá-los da caixa da imaginação e realizá-los, mas a tentativa é frustrada. “Nossa, mas eu queria tanto isso!”; “Por que será que não deu certo?”; “Parecia tanto ser ‘de Deus’!”. Essas são algumas frases que passam na mente – ou saem de nossa boca – quando não conseguimos tornar um sonho realidade. Mas outras frases ou perguntas precisam tomar o lugar destas, como: “Deus está no controle e fará o melhor para mim”; “Qual será o propósito dele para isso não ter dado certo?”; “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus!”.
Precisamos entender que “ao homem pertencem os planos do coração, mas do Senhor vem a resposta da língua” (Provérbios 16.1). Podemos sonhar, fazer planos, desde que antes digamos: Deus, que seja feita a Tua vontade!
Se pedimos algo insistentemente, sem querer saber se é o que Deus quer para nós, recebemos e, depois, percebemos que realmente não é o melhor. Não temos o direito de reclamar, afinal, fomos insistentes. Portanto, antes de querer que todos os seus sonhos se realizem, peça a Deus para lhe direcionar e não deixar que algo que não esteja nos planos dele aconteça. Podemos ter sempre a certeza de que os sonhos do Senhor são melhores que os nossos.
E, se um sonho que você tem não se realizar, é porque Aquele que sonda o seu coração quer lhe livrar de algo ruim e, com certeza, tem algo melhor para você! Jesus lhe ama… e muito!

Retornando à genuína Adoração



Um verdadeiro adorador pode ser identificado por algumas virtudes que apresenta e busca sempre cultivar.

O grande problema é que assim como a tendência de todo instrumento é desafinar, a tendência de todo crente é desanimar, desviar e perder os princípios que nos leva a viver a vida de adoração genuína. Por isso devemos nos avaliar e sempre que estivermos inclinados para esta tendência procurar retornar ao estilo de vida que o Senhor deseja para nós. Possuindo cada virtude de um verdadeiro adorador.

As 3 virtudes que um adorador deve cultivar:

1 – Amor

Para ser um verdadeiro adorador há de se ter uma vida cheia do amor. Precisamos retornar à essência do verdadeiro e inacabável amor. A palavra do Senhor diz que o amor jamais acaba, portanto se aquilo que sentíamos antes acabou é porque não era amor. Mas hoje o receberemos dentro de nossas vidas e ele jamais acabará. E se porventura já o temos, mas se esfriou hoje reascenderemos esta chama.

Tudo se inicia com o arrependimento. Em primeiro lugar como sinal de amor, devemos tirar toda cegueira espiritual e nos enxergar assim como realmente somos. Devemos clamar pela luz de Deus. Um adorador que ama o Senhor é aquele que em tudo quanto faz, pede, ou pensa, clama pela luz do Senhor. Para amarmos corretamente precisamos ter nosso peniel com o Senhor sempre que começarmos a falhar em qualquer que seja a área de nossas vidas.

Devemos entregar nosso coração para Deus. Quem ama, entrega o coração. Se de fato amarmos o Senhor iremos amá-lo acima de todas as coisas e Ele será para nós a pessoa mais importante do mundo. Devemos ter uma postura como do salmista no capítulo 73 nos versos 24 e 25 e esta deve ser nossa oração diária. Vivemos em um mundo em que as pessoas amam dinheiro, sexo, fama e etc. Mas eis que se levantarão homens e mulheres de Deus, verdadeiros adoradores, que amam a Deus. Se tivermos amor tudo perde o sentido para nós.

2 – Fé

Para sermos verdadeiros adoradores devemos retornar a vida da fé. A fé é uma das principais essências da vida Cristã. Deus se agrada com nossas atitudes movidas pela fé. Devemos ser notados por nossa fé e ter sempre alvos arrojados para conquistarmos no Senhor. Através do trabalho e oração devemos nos engravidar das vontades de Deus sendo cumpridas nas nossas vidas. A fé vê. Adoradores andam por convicção e a fé é para agora.

De acordo com Paul Yonggi Cho (Pastor da maior igreja do mundo) a vida da fé tem três características e envolve três partes de nosso ser:

1- Olhos que veêm além das circunstâncias. (Olhos)
2- Temor a Palavra de Deus. (Coração)
3- Confissão da verdade de forma consistente. (Boca)

Todas as coisas que aconteceram durante toda a Palavra de Deus foram realizadas através de fé. Há de se retornar à crença nas promessas (Hb 10:36-39). Só há respostas para as orações cheias de fé. A principal característica de um cristão maduro são orações respondidas. A fé produz coragem e ousadia. Todavia sempre devemos esperar com paciência declarando como será nossa vitória no Senhor como verdadeiros guardiões da fé.

3 – Esperança

Há de se retornar a uma vida cheia de esperança (Lm 3:21).

A Esperança vê no futuro. Sonhar os sonhos de Deus. Os grandes homens de Deus por toda a história (profetas na Bíblia) foram homens cheios de esperança de ver os planos de Deus sendo cumpridos. Devemos clamar pela volta de Jesus. Pensar nas coisas do céu. Ter uma visão no futuro que nos inspira a viver para o Senhor nos dias de hoje.

Devemos ver além dos nossos dias e esperar pelo Milênio, pelas bodas do cordeiro, pela Nova Jerusalém. Assim como os apóstolos pregavam devemos ministrar a mensagem da esperança. Hoje em dia temos poucos verdadeiros adoradores por isso temos poucos que falam e pregam sobre a genuína esperança. Adoradores amam a esperança da vinda de Cristo. Nossa pregação deve ser apocalíptica, deve nos conectar com a eternidade. Devemos ter olhos para ver o propósito profético de Deus para nossas vidas. Há de se cultivar a esperança como um clamor por toda nossa vida.

Verdadeiros adoradores possuem o amor dos primeiros dias e o temor dos últimos.

Jejum e Oração



O que é o Jejum?

É a completa abstinência de alimento, exceto água, por um período determinado de tempo acompanhado de consagração e oração. Mais do que qualquer outra disciplina espiritual o jejum é alvo mais frequente de ataques e resistências. Para muitos hoje a ideia de ficar sem comer por vinte e quatro horas parece extremamente penoso. E muitos possuem o falso conceito de que o jejum é prejudicial para o organismo. Mas a verdade é que o jejum é bíblico e trata-se de uma prática genuinamente cristã. Homens de Deus como Moisés, Davi, Elias, Ester, Daniel, Ana, Paulo e o próprio Jesus jejuaram. Também jejuaram homens de Deus no decorrer da história como Martinho Lutero, João Calvino. Jonh Knox, João Wesley, Jonatham Edwards, Charles Finney, David Brainerd e muitos outros.

Se todos esses homens sentiram a necessidade do jejum, certamente não podemos abrir mão dele. Se desejamos ter o resultado ministerial de tais homens precisamos ter as mesmas práticas espirituais que os fizeram ser bem sucedidos. O jejum, porém, não deve ser entendido apenas como abstinência de alimentos. É preciso também haver muita oração. O jejum bíblico tem o objetivo unicamente espiritual.



Devemos jejuar?

Não há regras na Bíblia sobre quando e como jejuar. Também não existe uma ordem bíblica para jejuar. No Velho Testamento havia somente um dia de jejum instituído para toda a nação: o dia da Expiação (Lv 23.27). Mais tarde, nos dias de Jeremias esse dia ficou conhecido como “o dia do jejum” (Jr 36.6). Certamente é a esse dia que Paulo se refere como “o dia do Jejum” em Atos 27.9. Todavia não existe nas escrituras nenhuma ordem para jejuarmos.

Isso, porém não significa que não precisamos jejuar. Apesar de haver uma ordem existem muitos exemplos de homens de Deus que jejuaram e desta forma sugere que também o faríamos. Quando lemos o ensino de Jesus não há como negar que o Senhor espera que jejuemos (Mt 6.16-18). Observe que o Senhor não disse “se jejuardes…”, mas “quando jejuardes…” Isso revela que ele esperava que os discípulos jejuassem. Ele até os instruiu quanto à motivação e a maneira como deveriam jejuar. E quando disse que o Pai os recompensaria estava demonstrando que o jejum realmente funciona. A recompensa que devemos esperar em nosso jejum é a resposta das nossas orações. Quando o Senhor mandou que os apóstolos ensinassem tudo o que ele tinha ordenado, certamente o ensino do jejum estava incluído (Mt 28.20).

Os evangelhos mostram que o próprio Jesus praticou o jejum, e lemos em Atos que os líderes da Igreja também o faziam. Registros históricos dos pais da igreja também revelam que o jejum continuou sendo observado como prática dos crentes muito tempo depois dos apóstolos. Segundo a história os cristãos do primeiro século costumavam jejuar dois dias por semana. O jejum, portanto, deve ser parte de nossas vidas e praticado de forma equilibrada, dentro do ensino bíblico.

Embora o próprio Senhor Jesus tenha jejuado por quarenta dias e quarenta noites no deserto, e muitas vezes ficava sem comer quando não tinha tempo de se alimentar porque estava ministrando ao povo (Mc 6.31), e também quando passava as noites só orando sem comer (Mc 6.46). Precisamos, entretanto, reconhecer que Ele e seus discípulos não observavam o jejum dos judeus de seus dias (exceto o do dia da Expiação). Era costume dos fariseus jejuar dois dias por semana (Lc 18.12), mas Jesus e seus discípulos não o faziam. Aliás, chegaram a questionar a Jesus acerca disto (Lc 5.33-35). O Senhor não disse que era errado jejuar, mas afirmou que quando ele fosse tirado os discípulos haveriam de jejuar. Ele estava afirmando que depois de sua partida a igreja jejuaria.

O Senhor deixou bem claro que a prática do jejum nos moldes dos fariseus estava errada. A motivação era impura, as pessoas jejuavam para mostrar aos outros sua espiritualidade e religiosidade supostamente superior. O Senhor disse que a maneira correta de jejuar é sem alarde, em secreto. O jejum é uma completa perda de tempo quando feito com motivação errada. Isso foi claramente mostrado pelo Senhor no Velho Testamento. Naquele tempo o povo começou a perguntar para Deus (Is 58.3a). E a resposta de Deus foi porque estavam jejuando de maneira errada (Is 58.3b, 4).

Se jejuarmos da maneira de Deus, certamente a nossa oração será ouvida. Não veja o jejum como uma espécie de penitência que você faz com o intuito de persuadir a Deus a fazer algo que ele não quer fazer. O jejum não muda a Deus. Ele é o mesmo antes, durante e depois de seu jejum. Mas, jejuar com certeza mudará você. Vai lhe ajudar a ser mais sensível ao Espírito de Deus. O jejum não atinge a Deus, mas toca em nossa carne. O jejum não tornará Deus mais bondoso ou misericordioso para conosco, mas ele está relacionado à nossa necessidade de romper com as barreiras e limitações da carne e do corpo. O jejum desperta o nosso espírito, pois mortifica a carne e aflige a nossa alma.

Qualquer um que procura mais intimidade com Deus já percebeu o quanto o nosso corpo pode ser um obstáculo para essa comunhão. Quando jejuamos o corpo se abate, o nosso espírito se levanta e nossa fé é liberada com mais ousadia e podemos ter mais enchimento do Espírito Santo. Não é por acaso que o Senhor Jesus falou da ilustração dos odres novos e velhos justamente quando ensinou sobre o jejum (Mc 2.22). O odre era um recipiente feito de couro usado para colocar o vinho no seu processo de fermentação. O problema é que o odre quando ficava velho se ressecava e perdia a elasticidade. O vinho novo, ainda em processo de fermentação, precisava ser colocado num odre novo que pudesse se expandir na medida em que ele fermentasse. Se o vinho novo fosse colocado naquele odre velho e ressecado ele se romperia por causa da expansão causada pela fermentação.

Com essa ilustração Jesus estava ensinado que o vinho novo que Ele traria (o Espírito Santo) deveria ser colocado em odres novos, e o odre (ou recipiente do vinho) é nosso corpo. Creio que o Senhor está dizendo com isto que o jejum tem o poder de “renovar” o nosso corpo. A Escritura ensina que a carne milita contra o espírito, e a melhor maneira de receber o vinho do Espírito, é entrando num processo de mortificação da carne.

Todo homem de Deus concorda que o propósito primário do jejum é mortificar a carne para nos fazer mais sensíveis ao Espírito Santo. Não pense, porém, que o jejum tem algum poder nele mesmo como uma espécie de poder mágico. Não tenha fé no jejum, tenha fé em Deus. A verdade é que o jejum ajuda a liberar a nossa fé. A fé está em nosso espírito e quando o espírito é liberado a fé se manifesta. Quando Jesus disse aos discípulos que não puderam expulsar um demônio por falta de jejum (Mt 17.21), Ele também disse que o problema era a falta de fé (Mt 17.19,20). O Senhor disse que o jejum e a fé formam uma combinação explosiva.

O jejum ajuda a liberar a fé! O que nos dá vitória sobre o inimigo é o que Cristo fez na cruz e a autoridade do seu nome. O jejum em si não nos faz vencer, mas libera a fé para o combate e nos fortalece, fazendo-nos mais conscientes da autoridade que nos foi delegada.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Jovens Na Rocha



Existem obras que estão apenas reunindo-se em ajuntamentos, mas que não expressam o Senhor. Quando Deus criou o homem, Ele o criou para o cumprimento de um propósito. Eesse propósito envolve dois aspectos: imagem e domínio. Deus nos criou para que as pessoas nos olhassem e pudessem vê-lO em nós. Por isso, não podemos ser apenas um amontoado de jovens. Meu desejo é que as pessoas possam ver Deus em cada um dos Radicais Livres e em nosso meio.
Escuto muitos ímpios dizerem: “Vejo na igreja pessoas chatas; os crentes parecem ser infelizes, parece que eles não têm prazer na vida”. Por que isso acontece? Porque um saco cheio de membros cortados, de pedaços do corpo desvinculados, é chato, tedioso e feio. Um par de olhos azuis no rosto é lindo, mas tire os olhos do corpo e os coloque sobre uma mesa, é horroroso! A beleza está no conjunto do corpo. É o corpo que tem vida, que se move, que se expressa, que está vivo. Fomos chamados para expressar a vida de Deus. Mas, para isso, precisamos ser corpo de verdade e um corpo que domina, porque o Senhor fez o homem para dominar, para ser cabeça, para viver uma vida de vitória. Meu sonho é ver jovens com essa realidade espiritual.

A maturidade

A Bíblia diz que o jovem Samuel servia a Deus. Apesar de servir ao Senhor, ele não O conhecia (1 m 3.7). Há pessoas que estão servindo ao Senhor, mas não O conhecem. Aqui entra a maturidade. O crente que tem maturidade conhece a Deus. Ele tem raízes profundas, intimidade, revelação, vida de Deus.
Em Mateus 7.24, Jesus disse: “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha [...]”. Veja que o Senhor fala de um homem prudente, e não de um menino. O Senhor quer fazer de nós homens firmados na rocha. Não podemos nos contentar com uma vida cristã frágil. Os jovens não podem ser pessoas que qualquer coisinha os faz desviar, que no primeiro fora que levam ficam com as emoções abaladas, que não têm identidade. Jovens na rocha sabem quem são em Deus, têm uma identidade, não fazem parte de uma Geração X ou Y, que não sabe o quer e nem para onde vai. Eles fazem parte de uma geração que tem uma identidade, chamada para marcar; são Radicais Livres, jovens que decidiram ser radicais contra o pecado e contra o mundo, que se consagraram para viver uma vida poderosa servindo ao Senhor, que são livres do pecado, do legalismo, livres para servir ao Senhor e para viver para Ele.

A voz de Deus

No texto de 1 Samuel 7, lemos que o Senhor chamou Samuel por três vezes e ele foi a Eli porque ainda não sabia ouvir a voz de Deus. Então, o profeta lhe explicou como isso acontecia e assim Samuel conseguiu ouvir a voz de Deus. Nosso espírito é como um rádio que sintoniza para pegar as ondas de Deus. Imagino que Eli disse a Samuel: “O seu rádio não está sintonizado, esta é a voz de Deus”. A voz de Deus é poderosa, e jovens na rocha precisam aprender a escutá-la. A Bíblia nos mostra que Samuel só ouviu depois da terceira vez. Na Palavra de Deus, o número três representa uma ação completa do Senhor sobre o homem. Samuel teve de ficar na presença do Senhor até aprender a ouvir Sua voz.
Para ser um jovem na rocha, você precisa aprender a ouvir a voz de Deus. Samuel não sabia ouvir a voz de Deus, mas o profeta ensinou a ele como fazer. Cada vez que participamos do culto, da reunião da célula, de uma aula do Cursão, CTL ou Curso Pastoral, estamos aprendendo a ouvir a voz de Deus. Um bebê de 6 meses ou de 1 ano conhece a voz do pai, mas ainda não compreende o que ele está falando. Muitas vezes, a conversa é no meio do choro, porque ele não sabe falar direito. Quando convertemos, somos bebês na fé, nossa audição espiritual ainda não foi exercida e não sabemos ouvir direito. Imagine se uma criança pensasse: “Ouvir é muito difícil, vou colocar um tampão no ouvido e desistir de ouvir meu pai”. Precisamos perseverar em ouvir de Deus.
Escutamos quando conversamos com a pessoa, quando paramos para escutá-la. O jovem precisa parar para ouvir de Deus antes de decidir para qual curso prestar vestibular, antes de arrumar um emprego ou antes de se relacionar. Há irmãos que confundem a voz de Deus. Pergunto se farão o Cursão e eles respondem: “Deus não falou comigo”. Existem direções claras e específicas em nosso meio que o Senhor já nos deu. A Bíblia mostra isso: “Como falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio do mundo [...]” (Lc 1.70). Há muitas maneiras de ouvir a voz do Senhor: podemos ouvi-lO em nosso espírito, nas circunstâncias, na boca de seus profetas. Porém, qualquer maneira de Deus falar deve estar obrigatoriamente aprovada pela Palavra de Deus. Precisamos aprender a ouvir Deus nas situações, na boca dos nossos líderes, lendo a Bíblia e em nosso coração.
O jovem na rocha é aquele que aprendeu a discernir o bem e o mal pelo exercício de suas faculdades espirituais. Ele consegue isso porque procura ouvir o que Deus quer falar. Ele ora, procura na Bíblia, procura sentir paz, conversa com um homem ou mulher de Deus, checa, pergunta. O jovem na rocha ouve e obedece à voz de Deus.

Os três testes

A Palavra do Senhor mostra que todo homem passa por três testes: o soprar dos ventos, o cair da chuva e o transbordar dos rios (Mt 7.27). Eles vêm sobre o homem para destruir sua vida. Mas aquele que está firmado na rocha não cai. O transbordar dos rios representa o teste dos relacionamentos. Todos nós teremos problemas com pais, vizinhos, chefes, namorados, cônjuges. O soprar dos ventos representa os ataques do diabo, os demônios que vão querer atacar nossa vida. O cair da chuva simboliza os testes de Deus que vêm para checar nossa realidade espiritual.

O alimento da Palavra

Para ouvir de Deus, temos de nos alimentar da Sua Palavra. Samuel aprendeu a ouvir de Deus, ele amadureceu: “E crescia Samuel, e o SENHOR era com ele, e nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra” (1 Sm 3.19). Por sua palavra, Samuel foi confirmado e reconhecido como profeta do Senhor (1 Sm 3.20). Precisamos aprender a sentar com Deus, a separar um lugar para Ele em nosso quarto, em um espaço onde podemos ficar quietos e ouvi-lO. Precisamos aprender a orar, a ler a Bíblia. Não precisamos ensinar uma criança a engolir a comida, porque ela já nasce com essa capacidade. Nós também, quando nos convertemos, nascemos com a capacidade de comer do Senhor, de nos alimentar da Sua Palavra. Precisamos nos encher dos tesouros presentes na Bíblia, precisamos de uma dispensa espiritual. Crentes que não têm dispensa espiritual, quando o rio transborda, o vento sopra e a chuva cai, não permanecem. Precisamos comer do Senhor nos dias bons para enchermos nosso depósito, e, quando chegar o dia mal, teremos alimento que nos sustenta para ficarmos firmes na rocha.

- Pastor Naor Pedroza

O Jovem Chamado Por Deus



O que faz diferença na vida de um jovem, de um cristão, é o seu chamado. A base de qualquer obra é o chamado de Deus. Se Deus não nos tivesse chamado para marcar o Brasil, então não haveria obra. Não começamos a trabalhar com os jovens por falta de opção ou porque era preciso fazer alguma coisa com eles por estarem dentro da igreja. Se estamos nessa obra e se esse mover tem vindo sobre nós, é porque Deus nos chamou. A Bíblia nos mostra claramente a importância que o chamado tem na vida de um homem de Deus. Na primeira carta que o apóstolo Paulo escreve aos membros da igreja em Corinto, ele demonstra claramente a convicção de seu chamado por Deus (1 Co 1:1-9). A primeira coisa que podemos entender a respeito do apóstolo Paulo, esse Radical Livre, é que ele foi chamado pela vontade de Deus. Paulo tinha plena convicção de seu chamado, mas quem o ganhou também tinha a consciência de ter sido chamado por Deus. O que teria acontecido se Ananias não tivesse ido visitar Paulo?

Os novos convertidos são confiados a outros irmãos mais velhos na fé, mas pode acontecer que um deles, que se converteu naquela célula da última rua, que mora longe, seja menosprezado pelo líder, não recebendo a devida importância porque é só mais um novo convertido. Mas, e se aquele for um novo Paulo? Quem nos garante que esse irmão que se converteu, que hoje pode não ser nada, não seja o presidente da república amanhã? Quem nos garante que não estamos alimentando um apóstolo Paulo, escondido lá no cantinho da célula? Deus escolheu os que nada são para envergonhar os que são; pegou o menor e o transformou no maior; pegou as coisas loucas para confundir os sábios. Se você se sente pequeno para isso, então é com você mesmo que quero falar. Deus não vai realizar Seus projetos com os “mangas-largas”, mas com os “pangarés”. Talvez você se sinta um garanhão e esteja se perguntando se Deus não vai usá-lo. A resposta é sim, mas primeiro Ele fará de você uma oferta aceitável.

Nosso chamado é sério e levamos nossa vida de forma séria. Nossa obra é séria. Nós não inventamos os Radicais Livres. Não estamos aqui para “encher linguiça”, ocupar o tempo dos outros ou simplesmente organizar eventos para jovens. Não trabalhamos com jovens simplesmente por gostar de jovens, por amá-los. Fazemos por amor a Deus, porque Ele nos chamou para isso. É a vontade d’Ele. Essa obra só seguirá em frente se houver um chamado de Deus. Temos um chamado para mudar o Brasil. Participamos disso quando estamos em nossas células, na escola, em casa, no bairro, na família e em qualquer lugar. Eu me converti em uma célula muito distante da minha casa, numa chácara de terra socada. Fui a essa célula por outros motivos. Jamais poderia imaginar que Deus começaria Sua obra em minha vida ali. Ele me esperava naquele fim de mundo. Deus parece preferir marcar Seus encontros com alguém na última casa, da última rua, do último setor da cidade, e não em hotéis cinco estrelas.

Eu não vim de família importante, não frequentava ambientes de pessoas importantes e nem era considerado alguém com o QI elevado. Chamaram-me para ir a uma célula que não era de pessoas importantes, mas era lá que Deus estava. Naquele dia, eu – que não era nada em mim mesmo e continuo não sendo nada, o que mudou foi a minha oportunidade de influência – tive um encontro com Deus. O irmão que liderava foi canal de Deus para mudar o resto da minha vida. Por causa de um encontro com Deus naquela célula, hoje tenho a oportunidade de pregar para milhares de pessoas. Chegará o dia em que eu entrarei no céu com a minha parte. Nunca despreze sua obra. Ela é a obra de alguém que foi chamado por Deus. A base de qualquer obra de Deus é o chamado do próprio Deus. Isso significa dizer que, se você tiver uma palavra da parte de Deus, é ela que o sustentará quando vier a luta. Quando estamos envolvidos em uma obra por um chamado, não estaremos lá porque o pastor ou alguém nos chamou, mas porque atendemos ao chamado do próprio Deus.

Se estivermos na obra apenas porque somos os líderes, se agimos com essa motivação, precisamos parar, porque isso não é obra de Deus. Se estivermos envolvidos no Reino de Deus, que seja por um chamado. Não me refiro a um chamado pastoral, mas ao chamado para viver para Deus. Eu, como pastor, não sou empregado do meu pastor ou da igreja. Eu não sou empregado de homem algum. Eu trabalho para o Senhor. Eu me submeto aos homens que o Senhor colocou sobre mim, mas, na verdade, quem manda em minha vida é Deus, através de cada um deles. Eu me submeto a Cristo dentro deles. Todavia, quem me chamou não foi um homem. A questão do chamado de Deus é de extrema importância. Depois que o meu pastor me convidou para ser pastor ao seu lado, tentei diversas vezes conversar com ele, saber como seria, o que eu faria, como Deus faria para me sustentar. Eu estava em busca de garantias que pudessem me confirmar que era isso mesmo que eu deveria fazer em minha vida. Mas ele me dizia que não tinha nada para conversar comigo. Sempre que eu o questionava, ele me respondia a mesma coisa: “Eu não tenho nada para conversar com você. Isso é um problema seu e de quem o chamou. Se estou abrindo a porta é porque eu sinto paz”.

Houve um dia em que eu insisti: “Mas por que você não quer falar comigo?” Ele se limitou a dizer: “Porque, se eu falar, você estará apoiando o seu ministério em minha palavra, no chamado de um homem, e aí você vai cair. Você precisa se envolver no Reino de Deus por um chamado da parte d’Ele, porque dias de tempestade virão e será em cima de uma palavra de Deus que você terá de se apoiar”. Precisamos ter convicção do chamado de Deus. Ninguém pode ser um Radical Livre só porque alguém chamou. Não convidamos ninguém para ser líder, convidamos pessoas para serem canais de transformação eterna. Isso é muito maior, porque, dessa maneira, sua participação nessa obra começa a ganhar valor. Paulo era chamado da parte de Deus, da vontade de Deus.

A vida cristã está relacionada a duas coisas: saber ouvir a voz de Deus e, depois, obedecer-Lhe. A base da nossa vida não é necessariamente a compaixão, mas o chamado de Deus. Tenho me chocado com algumas coisas que venho assistindo dentro da igreja: muitas pessoas se tornando pastores ou líderes apenas para ter um cargo, uma função em uma igreja. Por isso, há tantos líderes entregando célula, discipuladores cansados, dizendo que já trabalharam muito, ou seja, são pessoas que não têm revelação do chamado da parte de Deus. Quem é chamado carrega uma paixão, um sonho, um encargo. Paulo dizia que, se não pregasse o evangelho, ele morreria. Ele tinha a firme convicção de estar carregando sobre si a responsabilidade de um chamado, de um encargo que o movia, que era seu combustível, sua razão para viver, morrer e pensar, porque ele sabia que, quando Deus fala, tudo acontece.

Logo no início da Bíblia, em Gênesis, vemos que o Espírito de Deus apenas pairava sobre as águas. Somente quando Deus deu o comando para que houvesse luz, tudo começou a acontecer. Da mesma forma, quando a voz de Deus arde dentro de nossos corações e Sua unção vem sobre nossas vidas, algo vivo nasce ali. Isso dá sustentação. Pode ser que, amanhã, na célula, todos o abandonem, ficando apenas você e o anfitrião. Se não tiver um chamado, você entrega a célula. Por quê? Porque sua motivação estava no povo, não em Deus. Enquanto o povo estava ali, você também estava; saindo o povo, você também sai, mostrando que é algo feito por vontade própria, não por chamado. Quando alguém é chamado por Deus, não lhe interessa se haverá uma ou vinte pessoas, ele permanecerá e responderá ao chamado. Isso é um tremendo privilégio.

Quem pode trabalhar com Deus, cumprir Suas exigências de excelência e perfeição? Ninguém! Nós o fazemos por conta de Sua graça e misericórdia. O chamado de Deus é pura graça. Na verdade, nós só fazemos “bagunça”, o Senhor é quem faz tudo e depois ainda nos dá uma recompensa. Somos semelhantes a um menino de dois anos que, querendo ajudar o pai a lavar o carro, pega o sabão, deixa-o cair na terra, e depois passa no carro, aprontando aquela bagunça e sujeira. O menino queria ajudar. O pai, que ama o filho e quer treiná-lo para ser um homem, aceita essa ajuda. O menino acha que está fazendo algo grandioso lavando o carro, ajudando o pai, mas, na verdade, muitas vezes está só atrapalhando, sujando tudo. No fim das contas, o pai acaba dando um jeito, abraça seu filho e o elogia, dizendo que está honrado com a ajuda. Não bastasse isso, ainda presenteia o filho com um sorvete. Essa é a nossa história com Deus.

Deus não precisa de nós. Quando nos metemos naquilo que Ele está fazendo, aprontamos muita confusão. Por isso, o chamado é privilégio. Por pura graça e misericórdia, Deus nos chama para participar de uma obra que é exclusivamente d’Ele. Se não entendermos isso, não somos dignos de liderar outras pessoas em Cristo Jesus, porque quem tem essa revelação, aconteça o que acontecer, não fechará sua célula e ninguém a tirará dele. Ele a defende com unhas e dentes, porque sabe que foi um tesouro dado por Deus. Ele tem consciência de que a obra é do Pai, mas, uma vez que lhe foi confiada essa liderança, é responsabilidade sua responder a esse chamado.

“Se estivermos envolvidos no Reino de Deus, que seja por um chamado. Não me refiro a um chamado pastoral, mas ao chamado para viver para Deus”

“Quando estamos envolvidos em uma obra por um chamado, não estaremos lá porque o pastor ou alguém nos chamou, mas porque atendemos ao chamado do próprio Deus”

Fome por mais de Deus






“A sanguessuga tem duas filhas, a saber: Dá, Dá. Há três coisas que nunca se fartam, sim, quatro nunca dizem: Basta! Elas são a sepultura, a madre estéril, a terra, que se não farta de água, e o fogo, que nunca dizem: Basta!” (Pv 30.15,16)


Normalmente este texto da bíblia é usado apenas para um aspecto negativo, apenas para falar de inveja ou cobiça, mas consigo ver algo diferente aqui. Esse versículo diz que a sanguessuga tem duas filhas, e o nome delas são: Dá, Dá. As sanguessugas normalmente querem apenas sugar. Sabemos que é melhor dar do que receber, mas, elas possuem uma coisa interessante: fome. Elas vão sugando, sugando, sugando, e estão sempre querendo mais. A bíblia traz uma relação de quatro coisas que nunca dizem “Basta!”, que nunca estão satisfeitas:


1 – Sepultura


Veja quantas pessoas já morreram no planeta terra, tantas guerras que aconteceram, catástrofes, mas a sepultura continua dizendo: “Eu quero mais, Eu quero mais!”. E o pior é que ela olha para você e diz: “Eu quero você, eu não estou satisfeito, eu quero mais!”. Tem um pedacinho de terra reservado para todos nós. Essa é a verdade, enquanto Jesus não voltar, a sepultura não vai se fartar, mesmo que já tenha morrido milhões e milhões de pessoas, ela continua querendo mais. Ela não está satisfeita!


2 – A terra


Ela não se farta de água. Você já parou para perceber isso e se perguntar para onde vai tanta água? Há dias que chove muito, formando correntezas e alagamentos, mas de repente a água some, entra na terra. No outro dia chove de novo, e a terra continua a falar: “Eu quero mais! Eu não estou satisfeita!”. O rio Tietê particularmente gosta muito de receber água, ele vai recebendo mais, cada vez mais, até que transborda, e mesmo depois de transbordar, ele continua querendo MAIS! Um dos afluentes do Rio Amazonas é o rio Tapajós, mas nunca vi uma placa no Amazonas com a frase: “Não é assim que funciona!”, pelo contrário, ele continua a dizer: “Eu quero mais, Eu quero mais!”. No Oceano Atlântico, onde Rio Amazonas descarrega toda a sua água, também não tem uma placa de protesto: “Chega Amazonas, eu não suporto mais, eu vou começar a subir nas praias, chega!!!”. Ao contrário, ele continua a dizer: “Eu quero mais!!!”.


3 – O fogo


Se pegarmos algumas cadeiras, empilharmos, e atearmos fogo, elas serão consumidas. Se colocarmos mais cadeiras, outros objetos, e alimentarmos o fogo para vermos se ele irá se satisfazer, ele continuará a dizer: “Eu quero mais!”. O fogo vai consumir qualquer coisa que colocarmos na fogueira. Por toda a história o fogo tem consumido objetos, pessoas, e ele nunca está satisfeito. Em 1666, milhares de pessoas morreram em Londres em um incêndio que alcançou toda a cidade. Em 1776, devastou a cidade de Nova Iorque, mas continua querendo mais.


Essas três coisas nunca estão satisfeitas, elas sempre querem mais, a sepultura, a terra, e o fogo. E é dessa forma que deveríamos ser em relação a Deus. O nosso problema é que andamos um pouco com Deus e já estamos satisfeitos. Quantos de nós não estamos acomodados com nosso título e posição, ou apenas encenando, sendo bons atores. Em muitos de nós falta fome. Precisamos ter mais fome e desejar tudo o que Deus tem para nos oferecer. Os jovens que irá marcar essa geração tem que ser a de jovens apaixonados por Deus, sedentos, famintos. Jovens que amam ao Senhor.


Em apocalipse 3.15 está escrito: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente, quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno, estou a ponto de vomitar-te da minha boca. Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego e nu!”. Muitos estão nessa situação, não tem mais fome, estão acostumados com a presença de Deus, são apenas mecânicos, mas isso não pode ser assim. Com certeza ainda temos muito mais para conquistar em Deus do que já temos.


II Tm 4.7,8 diz: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está reservada, a qual, o Senhor, reto juiz me dará naquele dia, e não somente a mim, mas a todos quantos amarem a sua vinda”. Você realmente acordou hoje pensando nisso? Você realmente acredita que Jesus vai voltar? Ou você pensa que isso ainda está muito longe? Hoje é dia de sermos renovados. Renovados em nossa fome por Deus, em nosso anseio pela sua volta. E amar a Deus e ter fome de Seu mover implica em não amarmos o mundo.


4. Mãe estéril


No livro de Gálatas, capítulo 6, verso 14 lemos: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo”. A sepultura, a terra e o fogo, clamam por mais, porém, a bíblia nos mostra outro exemplo de alguém que nunca diz basta, a mãe estéril. Nunca diz basta porque anseia por filhos. Essa é a segunda característica marcante na vida de um Radical Livre, por um lado, ele quer Deus, ele ama a Deus, mas por outro, há uma paixão pelas almas. A responsabilidade pela conversão dos perdidos muitas vezes tem sido transferida para métodos de evangelismo, cultos e encontros, mas não para o nosso próprio coração. Deve haver em nós paixão, clamor e fome por ver Deus se movendo e os pecadores indo a Cristo e sendo transformados.


Dr. Oswald Smith disse: “Não importa o quão espiritual seja uma congregação: se almas não estão sendo salvas, algo está radicalmente errado, e a pretensa espiritualidade não passa de falsidade, uma ilusão do diabo. A espiritualidade autentica sempre produz resultados”. A paixão pelas almas não virá enquanto não houver FOME ESPIRITUAL em nossos corações. Enquanto o lazer, o entretenimento, a autopreservação forem mais fortes que nossas lágrimas de intercessão, nosso encargo por edificar a igreja, nossa disposição irrestrita e compromisso com a liderança, não poderemos experimentar o mover de Deus.


Esse é o clamor de uma mãe estéril que deseja filhos, e deve ser o nosso clamor. Não por causa de nós, mas por causa de uma paixão que nos consome. Como Jesus na cruz, quando o ladrão pede por socorro em Lucas 23.42 ele não mede esforços, porém, mesmo na face da morte encontra forças para evangelizar. Jesus não pode suportar o clamor de um pecador. Esse deve ser o nosso coração, paixão por Deus e paixão pelas almas! Nunca experimentaremos tudo de Deus enquanto Deus não tiver tudo de nós. Nossos olhos precisam ser abertos para além de nossas necessidades pessoais, profissionais e sentimentais. Precisamos ver o que Deus vê quando olha para o mundo perdido e necessitado. Deus tem um clamor em Seu coração e deseja compartilhá-lo, isto é, paixão pelas almas.

Jovens que fazem diferença em sua geração




Quando Paulo escreveu a carta a Timóteo, este era um jovem, e Paulo o desafiou a não permitir que sua juventude fosse desprezível diante de Deus.

Vivemos em uma geração na qual muitos jovens têm se convertido, muitos têm nascido de novo, mas suas vidas cristãs são desprezíveis, medíocres. Não possuem autoridade da parte de Deus para falar ao coração de seus pais, de seus colegas, dos que vivem à sua volta.

Qual o problema?... Uma mocidade desprezível.

Uma mocidade desprezível é uma mocidade mundanizada dentro da igreja, rasa em sua fé, à qual falta realidade espiritual, profundidade em Deus e em Sua palavra, falta a radicalidade que encontramos na cruz que seguimos. Estão mais interessados em “baladasgospel” do que em “altares de sacrifício” onde são consumidos diante de Deus a para Deus. A igreja, em muitos lugares, tem se tornado um grande ponto de encontro aos sábados à noite ao ritmo de “trance gospel”.

Nós nos tornamos desprezíveis, desnecessários, quando não estamos seguindo em realidade o “Cristo em nós”. Quando, por exemplo, pregamos para agradar a multidão e não para confrontá-la. As pessoas muitas vezes se tornam reféns umas das outras, confundindo graça e amor com obrigação de sempre agradar o outro, nunca incomodá-lo, falar só o que ele quer ouvir.

Mas isso não é amor, amor é falar a verdade, é falar que o caminho pelo qual a pessoa está seguindo é um caminho de morte, ainda que ela não goste de ouvir. Um dia alguém fez isso conosco, nós estávamos indo para um buraco, e Deus nos tirou de lá através de alguém, por isso devemos ser radicais e insistir em indicar o caminho para impedir que o outro erre.

As pessoas têm uma mentalidade errada, não querem falar a verdade, mas a igreja de vencedores fala a verdade porque ama. Se eu já andei algum caminho a sua frente, posso ser usado para impedir que você erre onde eu errei, posso lhe indicar caminhos de sucesso e de bênção, porque alguém um dia já fez isso comigo.

Não criamos nossos filhos de qualquer jeito, não podemos deixá-los fazer o que quiserem. Quem foi que disse que quem ama não confronta, não contraria? Isso é contrário à palavra de Deus.

Você quer andar em um lugar onde não o incomodam? Quer andar em um lugar sem desafios?Sem lutas? Onde ninguém se intromete em sua vida, sem incômodo, porque já basta a pressão da escola e do trabalho? Esse lugar não existe para os vencedores!

Ser alguém espiritual começa no dia em que você escolhe ser um vencedor, sai do nível da superficialidade para entrar no da profundidade; assim, você não vai serapenas mais um meio da multidão. Será que é desejo de Deus que você viva na mediocridade, na média? Não, Deus tem nos chamado para sermos uma igreja de vencedores. Nós não aceitamos ser igreja para constar. Nós temos uma visão, nós caminhamos em uma direção.

É desprezível o jovem que não segue o caminho do seu mestre, Jesus, que disse:Eu vim para lançar fogo sobre a terra e bem quisera que já estivesse a arder. Lucas 12:49

É impossível seguir Jesus e não lançar “fogo sobre a terra”; nossa vida e nossas palavras são palavras de confronto, estão na contramão do mundo.

Como lemos em Tiago 4:4 “a amizade do mundo é inimiga de Deus.”. Se é amigo do mundo, não é amigo de Deus; se ainda é útil para o mundo, é desprezível para Deus. Jesus foi eliminado pelo mundo porque não era útil para ele.

Jesus também disse que: “quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa dele e do evangelho salvá-la-á”. Mc 8:35

Se você quer ser um vencedor, deve aprender a fazer escolhas segundo o padrão de Deus. As decisões que você toma hoje vão determinar o que vai ser da sua vida amanhã. Todos nós temos lutas, todos nós temos problemas. Jesus sabia que havia um preço a pagar, mas não baixou o padrão.

Muitos o abandonaram porque disseram que Ele era radical demais. (Que conversa é essa de comer da sua carne e beber do seu sangue, você está doido? Que conversa é essa de perder a vida?) A Bíblia fala que muita gente abandonou Jesus, e os discípulos chegaram para Ele em determinado momento e falaram: - Jesus, todo mundo já o deixou, você quase foi morto em Jerusalém, e quer voltar lá para morrer? Jesus respondeu: - É isso mesmo, mas fiquem à vontade, se vocês também quiserem ir embora, a porta está aberta. Contudo, Deus me chamou para um lugar, para aquela cruz onde eu terei a vitória, onde é o lugar do vencedor, e é para lá que estou indo.

Se alguém quer andar comigo, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz também e vamos embora, porque nós vamos chegar lá.

É preciso que você tenha raízes em Deus, que você cresça com realidade espiritual, cresça em revelação para aprender a lidar com as batalhas, para aprender a andar em um caminho de vitória e não apenas ficar dependendo de domingo após domingo nos cultos da igreja. O Senhor quer levantá-lo a níveis de maturidade em que você possa viver uma vida cristã digna, que valha a pena, que glorifique a Deus.

Um dia todos nós compareceremos diante do tribunal e vamos colocar o nosso coração diante de Deus, vamos apresentar a nossa história diante dDele. Eu e você temos apenas uma oportunidade: esta vida é única, é ímpar. E cada um está fazendo as suas escolhas, tomando as suas decisões, mas esta vida vai passar. A história de todo homem uma hora encerra, naquele dia os livros vão se abrir, e aí o que decidimos será lido, e segundo o que nós fizemos e escolhemos, será a nossa recompensa ou a nossa disciplina.

Mas naquele dia, quando você chegar lá, eu quero que você me olhe com um sorriso e fale: - Pastor, muitas vezes eu já fiquei com raiva de você, mas também já o perdoei muitas, porque depois eu entendi que eu é que estava errado. Hoje eu quero lhe agradecer, porque valeu a pena.

Nosso encargo é edificar jovens que fazem, de fato, diferença onde vivem, no tempo que se chama hoje, jovens que são modelo e padrão, conhecem a Deus por realidade e revelação da Palavra, jovens dos quais há um testemunho.

Se você decidiu ser um vencedor, você tem que ter consciência de uma coisa: o caminho é apertado, o fogo queima, incomoda. Nós temos um compromisso com a verdade.

Na Biblia lemos sobre jovens que conheceram a Deus e fizeram história, como Davi (1Sm 17:33-37). Havia uma guerra e Davi foi lá, querendo enfrentar o inimigo, mas Saul (que era o rei) disse a ele:

- Contra o filisteu não poderás ir para pelejar com ele; pois tu és ainda moço, e ele, guerreiro desde a sua mocidade.
(Você é da rede de jovens, Davi, não pode andar nessas batalhas. Você ainda é moço e o diabo é guerreiro desde a mocidade...)

- Teu servo apascentava as ovelhas de seu pai, quando veio um leão ou um urso e tomou um cordeiro do rebanho, eu saí após ele, e o feri, e livrei o cordeiro da sua boca; levantando-se ele contra mim, agarrei-o pela barba, e o feri, e o matei. O teu servo matou tanto o leão como o urso; este incircunciso filisteu será como um deles, porquanto afrontou os exércitos do Deus vivo. Disse mais Davi: O Senhor me livrou das garras do leão e das do urso; ele me livrará das mãos deste filisteu.

Então, disse Saul a Davi:

- Vai-te, e o Senhor seja contigo.

E Davi, que era apenas um moço, foi usado por Deus. Se um dia, na história da Igreja, na história de um povo, de uma nação, um moço que tinha algo em Deus se levantou para tirar a afronta, por que o mesmo Deus não pode levantar jovens para tirar a afronta desta nação? Para se posicionarem, para destronarem demônios, para trazerem o reino de Deus sobre o Brasil? Será que Deus mudou? Será que Deus não pode fazer? Pode, Ele fez através de Davi! 

Por: Pr Naor Pedroza.

O quebrantamento é proveitoso


Mostra as maravilhas da tua bondade, ó Salvador dos que à tua destra buscam refúgio dos que se levantam contra eles. Guarda-me como a menina dos olhos, esconde-me à sombra das tuas asas (Salmos 17.7-8)
Davi disse: “Senhor, sou como um vaso quebrado” (veja Salmos 31.12). O quebrantamento parece ruim, mas por intermédio dele nos desfazemos das partes carnais que precisam ser lançadas fora para que possam surgir as boas coisas que existem em nós.
Todos nós precisamos ser quebrantados como Davi foi, precisamos ser totalmente dependentes de Deus para nos libertar do mal. Ore hoje como Davi o fez: “Mas eu confio, eu me apoio e creio em Ti, ó Senhor; e digo: Tu és o meu Deus” (Salmos 31.14).

Dê o seu melhor para Deus !


Porque o Filho do Homem há de vir na glória (majestade, esplendor) de seu Pai, como os seus anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras (Mateus 16.27)
Deseje dar seu melhor ao Senhor, e Ele usará seus dons de uma forma que estará além de sua imaginação. A mulher com jarro de alabastro cheio de perfume, cujo valor equivalia a um ano de salário, queria fazer algo por Jesus por que o amava. Assim, ela derramou aquele perfume tão caro sobre Ele, não percebendo naquele momento que ela o estava ungindo para o seu sepultamento (veja Marcos 14.1-9)
Deus a levou a dar o que ela tinha, não importando quanto custasse. Enquanto você derrama os dons que Deus lhe deu, Ele os usará para preparar o mundo para a segunda vinda do seu Filho. A sua obediência hoje colherá recompensa celestiais que você nem tem consciência agora.

A Vida cheia do Espírito Santo


Todo Cristão pode Receber um Derramamento Abundante do Espírito Santo
Enchei-vos do Espírito. Efésios 5.18
Que todo cristão pode e deve ser cheio do Espírito Santo dificilmente parece ser tema de um debate entre cristãos. No entanto, alguns argumentam que o Espírito Santo não é para simples cristãos, mas apenas para ministros e missionários. Outros sustentam que a porção do Espírito recebida na regeneração é idêntica àquela recebida pelos discípulos no Pentecostes e qual¬quer esperança de uma plenitude adicional após a conversão simplesmente está baseada no erro. Alguns expressarão uma vaga esperança de que algum dia poderão ser cheios do Espírito, e ainda outros evitarão o assunto alegando que pouco sabem a respeito e que este tema só pode causar confusão.
Gostaria de afirmar com ousadia que te¬nho a fé convicta de que todo cristão pode receber um derramamento abundante do Es¬pírito Santo em uma porção muito além da¬quela recebida na conversão, e também diria que esta seria muito além daquela desfrutada pela posição e lugar de destaque de alguns cristãos ortodoxos de hoje. É importante que entendamos bem esta verdade, pois enquan¬to existirem dúvidas é impossível ter fé. Deus não surpreenderá um coração duvidoso com uma efusão do Espírito Santo, nem visitará alguém que tenha dúvidas doutrinárias sobre a possibilidade de ser cheio do Espírito.

Para cessar as dúvidas e criar uma expectativa segura, recomendo um estudo re¬verente da Palavra de Deus. Estou pronto para basear minha conjectura nos ensinos do Novo Testamento. Se um exame cuidadoso e modesto das palavras de Cristo e de Seus apóstolos não levar à convicção de que podemos ser cheios do Espírito Santo neste momento, então não vejo razão para pes¬quisas em outra fonte, uma vez que pouco importa o que este ou aquele educador reli¬gioso disse a favor ou contra esta proposição. Se a doutrina não é ensinada nas Escrituras, logo não pode ser sustentada por nenhum argumento, e todas as exortações a serem consideradas não têm valor.

Não apresentarei aqui um caso para a afir¬mativa. Que aquele que tem dúvidas exa¬mine a evidência por si mesmo, e se chegar à conclusão de que não há justificativa no Novo Testamento para crer que pode ser pleno do Espírito, que ele feche este livro e poupe-se do transtorno de continuar a lê-lo. O que digo daqui para frente diz respeito a homens e mulheres que superaram suas dúvidas e estão convictos de que, quando cumprem as condições, podem, de fato, ser cheios do Espírito Santo.

O Homem deve ter Certeza de que Deseja ser Cheio do Espírito
Antes de ser pleno do Espírito, o homem deve ter certeza de que deseja que isto aconteça. E esta questão deve ser levada a sério. Muitos cristãos querem ser cheios do Espírito, mas seu desejo é um tipo de sentimento român¬tico e indistinto que dificilmente merece ser chamado de desejo. Eles quase não têm idéia do quanto lhes custaria se dar conta desta verdade.
Imagine que estamos conversando com uma pessoa que tem dúvidas, algum jovem cristão impulsivo, digamos, que nos procurou para aprender sobre a vida cheia do Espírito. Da maneira mais gentil possível, consideran¬do a natureza intencional das perguntas, son¬daríamos sua alma da seguinte forma: "Você tem certeza de que deseja ser cheio de um Espírito que, embora seja como Jesus em Sua bondade e amor, pedirá que seja Senhor de sua vida? Você está disposto a deixar que sua personalidade seja controlada por outra, mesmo que esta seja o Espírito do próprio Deus? Se assumir o controle de sua vida, o Espírito esperará uma obediência incondi¬cional em tudo. Ele não tolerará em você os pecados do ego mesmo que estes sejam permitidos e perdoados pela maioria dos cris¬tãos. Quando digo pecados do ego refiro-me a amor-próprio, autocomiseração, egoísmo, autoconfiança, farisaísmo, auto-exaltação, autodefesa. Você descobrirá que o Espírito faz firme oposição às maneiras fáceis do mundo e da massa heterogênea que estão dentro dos limites da religião. Ele terá ciúmes de você para seu próprio bem. Jamais permitirá que você se comporte com ostentação, vangló¬ria ou exibicionismo.

Colocará o controle de sua vida longe de seu alcance. Fará com que os justos o provem, o disciplinem, o casti¬guem por amor à sua alma. Poderá privá-lo de muitos daqueles prazeres incertos que outros cristãos desfrutam, mas que lhe são uma fonte de mal requintado. Por tudo isso, Ele irá envolvê-lo em um amor tão imenso, tão poderoso, tão abrangente, tão maravi¬lhoso que suas perdas parecerão ganhos, e suas pequenas dores, alegrias. Contudo, a carne protestará sob o fardo do Espírito e irá censurá-lo como um jugo muito pesado para ser carregado. E você terá permissão para desfrutar do solene privilégio de sofrer para encher-se daquilo que está por trás das aflições de Cristo em sua carne por amor do corpo de Cristo, que é a Igreja. Diante dessas condições, você ainda quer ser cheio do Espírito Santo?" Se isso parecer sério, lembremo-nos de que o caminho da cruz nunca é fácil. O bri¬lho e a fascinação que acompanham os mo¬vimentos religiosos populares são tão falsos quanto o resplendor nas asas do anjo das trevas quando ele, por um instante, se trans¬forma em anjo de luz. A timidez espiritual que teme mostrar a cruz em seu verdadeiro caráter não deve ser justificada sob nenhuma razão. Ela pode resultar apenas em frustração e tragédia no final.
O Desejo de ser Cheio do Espírito deve ser Extremamente Profundo
Antes que sejamos cheios do Espírito, o dese¬jo de ser cheio deve ser extremamente profundo. Deve ser, por ora, a coisa mais importante da vida, tão intensa, a ponto de impedir a entrada de qualquer outra coisa. O grau de plenitude em qualquer ser concorda perfeitamente com a intensidade do verdadeiro desejo. Temos tanto de Deus quanto, na verdade, gostaríamos de ter. Um dos maio¬res impedimentos para uma vida cheia do Espírito é a teologia da complacência tão amplamente aceita entre os evangélicos dos nossos dias. De acordo com esta visão, o desejo intenso é uma evidência de incredu¬lidade e prova da falta de conhecimento das Escrituras. Uma refutação suficiente desta posição é fornecida pela própria Palavra de Deus e pelo fato de que ela sempre deixa de produzir a verdadeira santidade entre aqueles que a defendem.

Portanto, duvido que uma pessoa que já recebeu aquela inspiração divina com a qual nos preocupamos aqui não tenha primeiro experimentado um momento de profunda ansiedade e agitação interior. O contentamento religioso sempre é o inimigo da vida espiritual. As biografias dos santos ensinam que o caminho para a grandeza espiritual sempre foi por meio de muito sofrimento e dor no íntimo. A fra¬se "o caminho da cruz", embora apareça em determinados grupos com o sentido de algo muito belo e até agradável, ainda significa para o verdadeiro cristão o que sempre significou: o caminho da rejeição e da perda. Ninguém jamais gostou de uma cruz, assim como ninguém jamais gostou de uma forca. O cristão que está à procura de coisas melhores e que, para seu temor, se viu em um estado de total desespero consigo mesmo não precisa se sentir desanimado. O desespero com o ego, quando acompanhado da fé, é um bom aliado, pois destrói um dos inimigos mais poderosos do coração e prepara a alma para a ministração do Consolador. Uma sensação de completo vazio, de frustração e de trevas pode (se estivermos atentos e cientes do que está acontecendo) ser o fantasma no vale das sombras que leva àqueles campos frutíferos ao longe. Se não entendermos bem este princípio e resistirmos a esta visitação de Deus, podemos perder por completo todos os benefícios que um Pai celeste e bondoso tem em mente para nós.
Se cooperarmos com Deus, Ele levará os auxílios naturais que nos serviram, como a figura da mãe ou de uma enfermeira, por tanto tempo e nos colocará em um lugar onde não poderemos receber outra ajuda senão a do próprio Con¬solador. Ele arrancará aquela coisa falsa que os chineses chamam de "face" e nos mostra¬rá o quanto arduamente somos realmente pequenos. Quando tiver acabado Sua obra em nós, saberemos o que nosso Senhor quis dizer quando disse: "Bem-aventurados os humildes de espírito" (Mt 5.3).

Não se esqueça, no entanto, de que nestas disciplinas árduas não seremos abandonados pelo nosso Deus. Ele nunca nos deixará nem nos desamparará, nem ficará irado conosco nem nos reprovará. Não quebrará Sua aliança nem mudará as palavras que saíram de Seus lábios. Ele nos guardará como a menina de Seus olhos e zelará por nós como uma mãe a cuidar de seu filho. Seu amor não falhará ainda que esteja nos conduzindo a esta expe¬riência tão real e tão terrível de crucificação do nosso ego, de modo que só podemos expressá-la por meio do pranto: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Sl 22.1; Mt 27.46).

O Valor da Experiência de Privação
Neste momento, procuremos manter nossa teologia neste sentido no que diz respeito a tudo isso. Não há nesta difícil privação um remoto pensamento de mérito humano.
A "noite escura da alma" não conhece um raio turvo da luz enganosa do farisaísmo. Não merecemos a unção que anelamos por meio do sofrimento, nem esta devastação da alma faz com que sejamos pessoas estimadas por Deus nem nos dá outro favor aos Seus olhos. O valor da experiência de privação está em seu poder de nos desvincular dos interesses passageiros da vida e nos lançar de volta à eternidade. Serve para esvaziar nossos vasos terrenos e preparar-nos para o infundir do Espírito Santo.
O encher-se do Espírito, portanto, exige que abramos mão do nosso ser como um todo, que nos submetamos a uma morte in¬terior, que libertemos nosso coração daquele refugo adâmico que se acumulou ao longo dos séculos e abramos todos os compartimen¬tos do nosso ser para o Convidado celestial.

O Espírito Santo é uma Pessoa viva e deve ser tratado como tal. Nunca devemos pensar Nele como uma energia cega nem como uma força impessoal. Ele ouve, vê e sente como qualquer outra pessoa. Ele fala e ouve quando falamos. Podemos agradar-Lhe, entristecê-Lo ou calá-Lo como podemos fazê-lo com qualquer outra pessoa. Ele responderá ao nosso tímido esforço por conhecê-Lo e virá ao nos¬so encontro no meio do caminho.
Por mais maravilhosa que seja esta expe¬riência ou a crise de ser cheio do Espírito, devemos nos lembrar de que isso é apenas um meio para alcançarmos algo maior: que é o andar no Espírito durante uma vida, sen¬do habitado, dirigido, ensinado e fortalecido por Sua poderosa Pessoa. E para continuar, portanto, a andar no Espírito é preciso que, cumpramos certas condições. Estas nos são apresentadas nas Sagradas Escrituras e estão descritas ali para que todos vejam.

Uma Vida Cheia do Espírito
O andar cheio do Espírito requer, por exem¬plo, que vivamos de acordo com a Palavra de Deus como um peixe que vive no mar. Com isso não quero dizer que devemos simples¬mente estudar a Bíblia, nem que façamos um "curso" sobre a doutrina bíblica. Quero dizer que devemos "meditar de dia e de noite" na Santa Palavra, que devemos amá-la, nos deleitar com ela e digeri-la o tempo todo. Quando as atividades da vida exigem nossa atenção, podemos, todavia, com um tipo de reflexão abençoada, manter sempre a Palavra da Verdade na nossa mente.
Portanto, se agradamos o Espírito que habita em nós, todos devemos ter um bom relaciona¬mento com Cristo. A obra presente do Espírito é honrar a Cristo, e tudo que Ele faz tem esta tarefa como seu principal propósito. Devemos fazer com que nossos pensamentos sejam um santuário limpo para Sua santa habitação.

Ele habita em nossos pensamentos, e pensamentos desonrosos Lhe são tão repulsivos quanto uma veste suja para um rei. Sobretudo, devemos ter a disposição de fé que continuará firme por mais radical que possa ser a instabilidade de nossos estados emocionais.
A vida em que o Espírito habita não é uma edição de luxo do cristianismo que deve ser desfrutada por determinados cris¬tãos extraordinários e privilegiados que, por acaso, são melhores e mais sensíveis do que o restante. Ao contrário, é o estado normal para todo homem e mulher remido em todo o mundo. E "o mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia, se manifestou aos seus santos; aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória" (Cl 1.26-27). Faber, em um de seus belos e reverentes hinos, dedicou estas maravilhosas palavras ao Espírito Santo:
Oceano, imenso Oceano que flui, Tu és, Do Amor que não teve princípio; Estremeço em minha alma Sinto o mover de Tuas águas. Tu és um mar sem praia; Tremendo e infinito Tu és; Um mar que pode se limitar Dentro do meu pequeno coração.

Por: A. W. Tozer

O Que São Os Dons Espirituais ?

PERSPECTIVA GERAL.

Uma das maneiras do Espírito Santo manifestar-se é através de uma variedade de dons espirituais concedidos aos crentes (12.7-11). Essas manifestações do Espírito visam à edificação e à santificação da igreja (12.7; ver 14.26 nota). Esses dons e ministérios não são os mesmos de Rm 12.6-8 e Ef 4.11, mediante os quais o crente recebe poder e capacidade para servir na igreja de modo mais permanente. A lista em 12.8-10 não é completa. Os dons aí tratados podem operar em conjunto, de diferentes maneiras.

(1) As manifestações do Espírito dão-se de acordo com a vontade do Espírito (12.11), ao surgir a necessidade, e também conforme o anelo do crente na busca dos dons (12.31; 14.1).

(2) Certos dons podem operar num crente de modo regular, e um crente pode receber mais de um dom para atendimento de necessidades específicas. O crente deve desejar “dons”, e não apenas um dom (12.31; 14.1).

(3) É antibíblico e insensato se pensar que quem tem um dom de operação exteriorizada (mais visível) é mais espiritual do que quem tem dons de operação mais interiorizada, i.e., menos visível. Também, quando uma pessoa possui um dom espiritual, isso não significa que Deus aprova tudo quanto ela faz ou ensina. Não se deve confundir dons do Espírito, com o fruto do Espírito, o qual se relaciona mais diretamente com o caráter e a santificação do crente (Gl 5.22,23).

(4) Satanás pode imitar a manifestação dos dons do Espírito, ou falsos crentes disfarçados como servos de Cristo podem fazer o mesmo (Mt 7.21-23; 24.11, 24; 2Co 11.13-15; 2Ts 2.8-10). O crente não deve dar crédito a qualquer manifestação espiritual, mas deve “provar se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1Jo 4.1; cf. 1Ts 5.20,21; ver o estudo PROVAS DO GENUÍNO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO).

OS DONS ESPIRITUAIS.

Em 1Co 12.8-10, o apóstolo Paulo apresenta uma diversidade de dons que o Espírito Santo concede aos crentes. Nesta passagem, ele não descreve as características desses dons, mas noutros trechos das Escrituras temos ensino sobre os mesmos.

(1) Dom da Palavra da Sabedoria (12.8). Trata-se de uma mensagem vocal sábia, enunciada mediante a operação sobrenatural do Espírito Santo. Tal mensagem aplica a revelação da Palavra de Deus ou a sabedoria do Espírito Santo a uma situação ou problema específico (At 6.10; 15.13-22). Não se trata aqui da sabedoria comum de Deus, para o viver diário, que se obtém pelo diligente estudo e meditação nas coisas de Deus e na sua Palavra, e pela oração (Tg 1.5,6).

(2) Dom da Palavra do Conhecimento (12.8). Trata-se de uma mensagem vocal, inspirada pelo Espírito Santo, revelando conhecimento a respeito de pessoas, de circunstâncias, ou de verdades bíblicas. Freqüentemente, este dom tem estreito relacionamento com o de profecia (At 5.1-10; 1Co 14.24,25).

(3) Dom da Fé (12.9). Não se trata da fé para salvação, mas de uma fé sobrenatural especial, comunicada pelo Espírito Santo, capacitando o crente a crer em Deus para a realização de coisas extraordinárias e milagrosas. É a fé que remove montanhas (13.2) e que freqüentemente opera em conjunto com outras manifestações do Espírito, tais como as curas e os milagres (ver Mt 17.20, nota sobre a fé verdadeira; Mc 11.22-24; Lc 17.6).

(4) Dons de Curas (12.9). Esses dons são concedidos à igreja para a restauração da saúde física, por meios divinos e sobrenaturais (Mt 4.23-25; 10.1; At 3.6-8; 4.30). O plural (“dons”) indica curas de diferentes enfermidades e sugere que cada ato de cura vem de um dom especial de Deus. Os dons de curas não são concedidos a todos os membros do corpo de Cristo (cf. 12.11,30), todavia, todos eles podem orar pelos enfermos. Havendo fé, os enfermos serão curados (ver o estudo A CURA DIVINA). Pode também haver cura em obediência ao ensino bíblico de Tg 5.14-16 (ver Tg 5.15 notas).

(5) Dom de Operação de Milagres (12.10). Trata-se de atos sobrenaturais de poder, que intervêm nas leis da natureza. Incluem atos divinos em que se manifesta o reino de Deus contra Satanás e os espíritos malignos (ver Jo 6.2 nota; ver o estudo O REINO DE DEUS).

(6) Dom de Profecia (12.10). É preciso distinguir a profecia aqui mencionada, como manifestação momentânea do Espírito da profecia como dom ministerial na igreja, mencionado em Ef 4.11. Como dom de ministério, a profecia é concedida a apenas alguns crentes, os quais servem na igreja como ministros profetas (ver o estudo DONS MINISTERIAIS PARA A IGREJA). Como manifestação do Espírito, a profecia está potencialmente disponível a todo cristão cheio dEle (At 2.16-18). Quanto à profecia, como manifestação do Espírito, observe o seguinte: (a) Trata-se de um dom que capacita o crente a transmitir uma palavra ou revelação diretamente de Deus, sob o impulso do Espírito Santo (14.24,25, 29-31). Aqui, não se trata da entrega de sermão previamente preparado. (b) Tanto no AT, como no NT, profetizar não é primariamente predizer o futuro, mas proclamar a vontade de Deus e exortar e levar o seu povo à retidão, à fidelidade e à paciência (14.3; ver o estudo O PROFETA NO ANTIGO TESTAMENTO). (c) A mensagem profética pode desmascarar a condição do coração de uma pessoa (14.25), ou prover edificação, exortação, consolo, advertência e julgamento (14.3, 25,26, 31). (d) A igreja não deve ter como infalível toda profecia deste tipo, porque muitos falsos profetas estarão na igreja (1Jo 4.1). Daí, toda profecia deve ser julgada quanto à sua autenticidade e conteúdo (14.29, 32; 1Ts 5.20,21). Ela deverá enquadrar-se na Palavra de Deus (1Jo 4.1), contribuir para a santidade de vida dos ouvintes e ser transmitida por alguém que de fato vive submisso e obediente a Cristo (12.3). (e) O dom de profecia manifesta-se segundo a vontade de Deus e não a do homem. Não há no NT um só texto mostrando que a igreja de então buscava revelação ou orientação através dos profetas. A mensagem profética ocorria na igreja somente quando Deus tomava o profeta para isso (12.11).

(7) Dom de Discernimento de Espíritos (12.10). Trata-se de uma dotação especial dada pelo Espírito, para o portador do dom discernir e julgar corretamente as profecias e distinguir se uma mensagem provém do Espírito Santo ou não (ver 14.29 nota; 1Jo 4.1). No fim dos tempos, quando os falsos mestres (ver Mt 24.5 nota) e a distorção do cristianismo bíblico aumentarão muito (ver 1Tm 4.1 nota), esse dom espiritual será extremamente importante para a igreja.

(8) Dom de Variedades de Línguas (12.10). No tocante às “línguas” (gr. glossa, que significa língua) como manifestação sobrenatural do Espírito, notemos os seguintes fatos: (a) Essas línguas podem ser humanas e vivas (At 2.4-6), ou uma língua desconhecida na terra, e.g., “línguas... dos anjos” (13.1; ver cap. 14 notas; ver também o estudo O FALAR EM LÍNGUAS). A língua falada através deste dom não é aprendida, e quase sempre não é entendida, tanto por quem fala (14.14), como pelos ouvintes (14.16). (b) O falar noutras línguas como dom abrange o espírito do homem e o Espírito de Deus, que entrando em mútua comunhão, faculta ao crente a comunicação direta com Deus (i.e., na oração, no louvor, no bendizer e na ação de graças), expressando-se através do espírito mais do que da mente (14.2, 14) e orando por si mesmo ou pelo próximo sob a influência direta do Espírito Santo, à parte da atividade da mente (cf. 14.2, 15, 28; Jd 20). (c) Línguas estranhas faladas no culto devem ser seguidas de sua interpretação, também pelo Espírito, para que a congregação conheça o conteúdo e o significado da mensagem (14.3, 27,28). Ela pode conter revelação, advertência, profecia ou ensino para a igreja (cf. 14.6). (d) Deve haver ordem quanto ao falar em línguas em voz alta durante o culto. Quem fala em línguas pelo Espírito, nunca fica em “êxtase” ou “fora de controle” (14.27,28; ver o estudo O FALAR EM LÍNGUAS).

(9) Dom de Interpretação de Línguas (12.10). Trata-se da capacidade concedida pelo Espírito Santo, para o portador deste dom compreender e transmitir o significado de uma mensagem dada em línguas. Tal mensagem interpretada para a igreja reunida, pode conter ensino sobre a adoração e a oração, ou pode ser uma profecia. Toda a congregação pode assim desfrutar dessa revelação vinda do Espírito Santo. A interpretação de uma mensagem em línguas pode ser um meio de edificação da congregação inteira, pois toda ela recebe a mensagem (14.6, 13, 26). A interpretação pode vir através de quem deu a mensagem em línguas, ou de outra pessoa. Quem fala em línguas deve orar para que possa interpretá-las (14.13).

Fuja da Tentação


“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.” Mt 26.41
Meu desejo é que você, através dessa mensagem, aprenda exercer domínio e vitória sobre seu maior inimigo: O pecado. Entenda, ele é a força destruidora da Criação, ele é o mal desse e de todos os séculos, ele é a causa de todos os males da humanidade, o grande obstáculo da Igreja.
Por ele temos sido golpeados de tal forma ao ponto do cristianismo desse tempo ser praticamente mundano, veja os cristãos: estão fracos, envolvidos em escândalos, dívidas, casamentos destruídos, não têm vida de oração, não conseguem ser intrépidos nem ousados e convivem em meio a crises de todas as espécies! Sabe o porquê desse cenário em sua vida?
Seus Pecados! E assim continuará – podendo se agravar ainda mais – à medida que você continuar a cedendo a esse tão grande vilão.
Temos que estar atentos às Escrituras e observar cuidadosamente os seus ricos ensinamentos. O nosso grande problema é que lutamos demais contra o pecado! Só que a maioria só luta contra o pecado já consumado e suas consequências trágicas: tomam sempre medidas remediadoras – mas não preventivas – e é isso que Jesus está ensinando, quando diz: “para que não entreis em tentação”.
É sobre isso que quero discorrer com você nesse dia: Jesus ensina uma medida preventiva, uma forma de exercer domínio sobre o pecado. Vencendo a tentação! A maioria dos pecados não ocorre sem primeiro sermos tentados, ninguém “peca no susto”, ou “sem querer”. Estou dizendo que sempre que caímos em algum pecado, fomos primeiro tentados. Pode até haver pecados inconscientes, mas não serão esses que nos condenarão com maior força.
Pergunto-te, como você está lidando com isso? Jesus ensina “vigiai”, isto é, estai em alerta, acordado, apercebido, você tem sido tentado? Quem tem mexido com você?Naturalmente, você que lê pode estar passando por situações embaraçosas. Aquela pessoa está mexendo com você? Você está entrando em um jogo de sedução, seu coração está balançando por essa pessoa e você é casado, ou essa pessoa é compromissada? Cuidado você esta sendo tentado a fazer uma besteira e comprometer ambos para o resto da vida!E quanto a tentação com o dinheiro ilícito? Você tem fácil acesso a numerários, cifras, contas bancárias, caixas, senhas, transporte de dinheiro, e isso está mexendo com você? Ou, possivelmente outras vezes já caiu nesses laços e deixou essas práticas mas agora está voltando?
Tentações! Quando chega determinada hora que você está sozinho, tem vindo desejos por pornografia, o material é de fácil acesso? Vídeos, internet, revistas… logo vem à mente o desejo de apenas de dar uma olhadinha? Somos tentados por tudo: desejos de vingança, sentimentos de ódio, vontade de proferir palavras ofensivas contra outros, situações que somos tentados a denegrir uma pessoa, humilhá-la, rebaixá-la. Sabemos que todas essas coisas são nocivas à “saúde cristã”, e que são totalmente reprovadas pelo SENHOR, entretanto invariavelmente falhamos!
Nossa carne corrupta é inclinada à atender todos esse impulsos, somos tentados a tudo isso, e esses desejos – “tentações” – se alojam em nossas mentes. Preste atenção na sua mente, talvez você esteja dominado por pensamentos viciosos e desejos ilícitos de ter aquela pessoa, e tocar no seu corpo, cada pedaço dele está te atraindo: o cheiro, as palavras, como se você estivesse enfeitiçado… e você está alimentando isso, entrando nesse jogo, fazendo planos e pensando em estratégias esdrúxulas. O mesmo pode ser aplicado ao dinheiro, poder, riquezas, vingança, maldades, etc. Pois tudo isso é TENTAÇAO!
Mas, se acalme! Enquanto você não atendeu nenhum desses desejos, o pecado ainda não foi consumado. Não é pecado ser tentado, pois o próprio Jesus foi tentado (Mt 4.1-11). Não será creditada nenhuma culpa a você se você for tentado. O grande segredo é você vencer a batalha nesse ponto. É você não atender o desejo ilícito, é prevenir o pecado vencendo a tentação! Pois se você vencer a tentação, você vencerá o pecado! Ao invés de ficar sempre chorando o “leite derramado”, você agora vai impedir que ele se derrame, e Jesus dá as dicas:
Vigiai: Muita gente ora para não pecar, ora na luta contra o pecado, mas se esquece de vigiar! Note: o vigiar vem antes do orar, vigiar significa: se policiar, estar em alerta, guardar o coração de sentimentos, é como se Jesus dissesse: “Neste mundo, enquanto vocês estiverem nele, tudo será como um campo minado. Tenham cuidado onde pisam, pois qualquer descuido é fatal”!
Ninguém que está numa guerra – e sabe que vai atravessar um campo minado – sai correndo descontrolado – como uma criança. Antes, essa pessoa é extremamente cuidadosa. É assim que devemos andar: se sabemos que algo ou alguém está mexendo conosco, deixaremos de ver, falar, flertar com essa pessoa, deixaremos aquela repartição, mudaremos de emprego, não passaremos mais em determinado lugar, não brincaremos com nossa carne, pois o próprio Jesus disse: “Ela é fraca”. E de forma alguma brincaremos com nossos sentimentos, pois são eles são “enganosos”.
O que você está esperando? Apague esse número de celular da sua agenda, corte relações com essa pessoa, pare de passar por aquele caminho que te leva ao pecado, tire os olhos dessa pessoa – você ou ela são casados! Não mexa nesse dinheiro mais, pare de ficar sozinho na empresa, tire sua mão daquilo que não é seu, antes que o pior aconteça! Fazendo assim, estaremos vigiando, não dando lugar à nossa natureza, nos policiando e nos examinando o tempo todo.
Orai: A oração é importantíssima, porque Jesus ensina que a carne – a “nossa natureza” – é fraca, débil, e é facilmente levada ao erro (pecado). Contudo, uma pessoa de oração é fortalecida pelo Espírito e terá recursos que pessoas normais não têm: recursos espirituais e sobre-humanos, que exercerão domínio sobre a carne e dificilmente algum desejo a dominará, anulando assim a tentação e jamais chegando ao pecado.
O que você está esperando? Vá orar nesse momento! Desenvolva uma vida poderosa de oração e deixe de ser esse “crente fraco” que vive caído, envergonhando a Igreja, os ímpios e o seu Senhor! Vamos orar, o resto é conversa!
Com esses princípios de Jesus, você não terá desculpa de cair em pecado, dizendo: “sou fraco, a tentação está sendo ou foi muito forte e eu não suportei”. Vejamos o que o apóstolo Paulo nos revela na sua carta aos Coríntios: “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar” (1Co 10.13).
Deus conhece os limites e as fraquezas de cada um e não permite que algo desumano ou insuportável te acometa. Eu aprendo, nesta passagem, que na verdade quando pecamos é porque cedemos à tentação e decidimos pecar, pois junto com a tentação Deus provê os escapes, recursos, forças, autoridade. Veja mais uma vez que ensinamento fantástico e que princípio tremendo para vencer e dominar nosso grande inimigo (o pecado), o segredo é “dominar a tentação”.
Talvez você estivesse precisando exatamnete dessa palavra, talvez você nunca se atentou ou entendeu a tremenda importância de lidar com a tentação. Agora ao invés de sempre remediar, lidando com o pecado já consumado e com suas consequências desastrosas – e quão triste isso é – você aprendeu que pode prevenir o pecado antes que ele se consume.
O que você deve fazer? Interceptar o pecado! Como? Lute com as tentações. Eu sei que são muitas e que vêm de todos os lados e de todas as formas. Recorra a Deus em oração, Ele te concederá forças para que você vença todas, sempre provendo escape ao crente fiel e sincero. Aprenda a vigiar, sempre estando em alerta.
Agindo assim, você verá quantos resultados positivos irá colher e que cristão forte e poderoso poderá se tornar a partir de agora, pois Paulo escreveu: “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça” (Rm 6.14).
Paulo Junior

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